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O barão de Água – Izé entrava e saia da linha do tempo porque a consciência dele estava armazenada em silício e precisava de uma prótese total para ir ter com a amante, que só nascera 144 anos depois, e por isso nunca o podia visitar. Vitalina sempre se sentiu uma mulher fora do lugar, com uma enorme incapacidade de se acomodar à vida. Não sabia que dentro de si, no seu sangue e nas profundezas da memória, cruzavam-se culturas interplanetárias, que iriam despertar com a aproximação do “Oumuamua”, que lhe acabara de destapar o mundo das Nossas Senhoras de todos os nomes.

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